Determinantes Sociais da Saúde em debate em evento internacional na Fiocruz

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Por Jaqueline Pimentel

31/10/13|11:10

No dia 24, foi realizada a plenária “Rio + 2: A função do estudo de pesquisa sobre Determinantes Sociais da saúde na implementação da Declaração do Rio (2011)– Insights from Africa, no Salão Internacional de Cabeleireiros do Colégio Nacional Sergio Arouca de Saúde Pública (ENSP). da Europa e da América Latina”.

A reunião pertenceu à terceira conferência do projeto SDH-Net. É um projeto financiado pela União Europeia com o objetivo de reforçar a capacidade de estudo em SDH através do estabelecimento de uma rede conjunta entre 11 estabelecimentos da América Latina, África e Europa, entre os quais o Centro de Estudos Políticos e Detalhamento sobre Determinantes Sociais da Saúde da ENSP/Fiocruz (CEPI-DSS). O projeto tem uma duração de quatro anos e também esta 3ª conferência ocorreu dois anos após o seu lançamento.

Na abertura da plenária, a professora Sheila Maria Ferraz de Souza, vice-diretora de Pesquisa e Avanço Tecnológico da ENSP, fez uma apresentação da faculdade, destacando sua atuação no ensino e também na pesquisa em bem-estar, bem como sua desempenho no local de cooperação global.

  • Paulo Buss, Diretor do Núcleo de Relações Internacionais da Fiocruz, destacou os esforços da Fundação para realizar a Afirmação do Rio.
  • “Estamos empenhados em não deixar passar a ideia de enfrentar os Determinantes Sociais da Saúde”.
  • Ele destacou que a assistência é apenas uma das ações de divulgação das boas condições de saúde.
  • “Temos que garantir a garantia de uma vida saudável, e também a cobertura universal técnica como parte do todo.”

Por videoconferência, Rüdiger Krech, da World Health and wellness Company, participou das disputas. Ele lembrou o valor da saúde na agenda política e a dedicação do Brasil às metas estabelecidas na Declaração do Rio. “Os Determinantes Sociais da Saúde são importantes na saúde pública, assim como a interconectividade das políticas públicas.

A Declaração do Rio mostra a demanda por uma governança totalmente nova das políticas públicas e também o aumento da participação dos bairros para impulsionar a mudança”, afirmou.

Rüdiger também discutiu que é preciso avançar na discussão intersetorial e também avaliar metodicamente a influência das decisões políticas na saúde, além de compreender a economia e sua interferência no campo da saúde. Ele promoveu a importância de líderes com habilidades como a construção de parcerias, bem como fundos fiduciários, para publicidade e também lidar com mudanças na sociedade.

“Precisamos de indivíduos com habilidades para inspiração e também diplomacia, que sejam apaixonados por adaptação e atraiam outros para agir sobre os Determinantes Sociais de Saúde e Bem-Estar.”

Questionado sobre o conceito de universalização da saúde, Rüdger defendeu a ideia de que o trabalho de divulgação da equidade precisa começar nas camadas sociais mais pobres e nas comunidades mais pobres, com ações que produzam uma espécie de “efeito dominó ascendente”.

Após a discussão de Rüdiger, Magdalena Rossenmöller da Universidade de Navarra, Espanha, destacou o trabalho do SDH Web no que se refere ao estudo de pesquisa sobre DSS. “Enfatizamos o valor de uma capacidade de estudo de pesquisa de bairro. Funcionar localmente ajuda na criação de políticas confiáveis”, ela se preocupou.

Nelly Salgado, do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) do México, fez um levantamento no qual as habilidades de pesquisa em SDH foram mapeadas em 3 países: Brasil, México e Colômbia. ”

Na América Latina, ainda há dificuldades vitais para a visão dos DSS.

Não há área nos programas nacionais”, afirmou Nelly. Na pesquisa realizada por ela e seu grupo, o Brasil liderou o ranking de artigos publicados, com 51% dos 434 localizados. “O Brasil foi a única nação onde descobrimos um plano de afiliações intersetoriais, financiamento e pesquisa em DSS”, afirmou, destacando a colaboração da Fiocruz com o BVS DSS, o portal DSS Brasil e o Centro de Estudos de Pesquisa em Plano e também Detalhes sobre Social Determinantes. de Bem-Estar (CEPI DSS).

Em seu discurso, Masuma Mamdani, do Ifakara Wellness Institute (IHI), na Tanzânia, também destacou a importância da atividade em SDH baseada no monitoramento das necessidades de uma das equipes mais propensas.

  • “O objetivo de atender às necessidades de quem realmente precisa está se perdendo, e isso não pode acontecer. Para que isso seja viável, é necessária a articulação de instâncias políticas via ação intersetorial”.
  • Mário Hernandez, da Universidade Nacional da Colômbia (UNAL), em Bogotá, afirmou em sua apresentação que a empresa social se reflete na acessibilidade à saúde e nas condições de desigualdade.
  • “O que estamos vendo ultimamente é um reflexo da organização social. É preciso dinamizar as condições de vida de todos durante o programa de vida, modificando aqueles problemas que criam e também recriam desigualdades”, disse.

Coordenador do Núcleo de Estudos Políticos e também Detalhe sobre SDH, Alberto Pellegrini Filho apresentou as atribuições da Fiocruz que contribuem para a definição e aplicação de planos que atuam sobre SDH. Ele forneceu as sinalizações do Observatório de Desigualdades em Saúde e Bem-Estar e também as atividades do portal DSS Brasil e discutiu a 1ª Conferência Regional sobre DSS, realizada recentemente em Recife.

Sobre o trabalho sobre DSS e a pesquisa sobre o tema, Pellegrini destacou a relevância das relações entre quem produz expertise e quem executa planos.

“É preciso haver interação entre os pesquisadores e também aqueles associados às escolhas do plano em todas as etapas do procedimento do estudo de pesquisa, desde a formulação das questões a serem verificadas, até o desenvolvimento do projeto, com conversação das implicações do plano de seus resultados intermediários., juntamente com a avaliação da importância social dos resultados finais”, afirmou.

Pellegrini também destacou a importância de aumentar a participação social nas ações sobre DSS. “É fundamental fortalecer o procedimento democrático para dar espaço aos que ficam de fora”, finalizou.

A plenária foi aberta ao público e os debates SDH-Net Job continuaram até sábado (26) com reuniões restritas aos cientistas das organizações participantes, realizadas no hotel Windsor Guanabara, no centro do Rio.

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